3 de out de 2011

de onde vem, pra onde vão?

Acho que eu nunca presenciei o nascer de uma relação. Sempre que eu me dei conta ela já estava lá, não teve fecundação, não teve geração espontânea, brotamento, nada. Quando você não sabe de onde uma coisa surgiu fica difícil lidar com ela, saber o que ela come, pra onde ela vai, de qual tamanho pode ficar. E é assim que as minhas acabam, fugindo por incompatibilidade de idéias, mortas de fome, ou grandes demais pra se ter no prédio e o síndico manda eu me livrar dela. O que pega de surpresa é o momento que isso acontece. Porque você não sabe de onde ela veio, então não sabe o que funciona e não funciona pra ela. Ela começa a bolar planos de fuga quando você espera que ela se vire sozinha, vá caçar, buscar o próprio sustento. E relações não funcionam se você não der de comer exatamente o tipo de ração indicada, levar pra passear bem na hora que ela entender(é um perigo alimentar e não levar pra passear). Já teve uma que fugiu e nem deixou um bilhetinho azul. A suspeita é de que a comida não estava agradando. E não me engano mais, cedo ou tarde acabo pisando no cocô. Geralmente é cedo.

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